“Hm.”

1 fev

Muitas vezes eu simplesmente não sei o que dizer ou até sei, mas procuro não dizer. Sempre escutei muitas críticas sobre quem sou e fui, do que escolho, do que faço e como cumpro com minhas obrigações. Talvez ainda não tenha a maturidade verdadeiramente necessária para tomar todas as minhas decisões. De qualquer forma, sou eu quem as toma e ninguém vai poder fazer isso por mim, nunca.

Vi muitos amigos se afastarem aos poucos e eu não podia fazer nada a respeito, ou talvez nem quisesse fazer nada. Já ouviu o ditado “Se o ama, deixe-o ir.” ? Era exatamente o que eu estava fazendo… Ouvi muitos “eu te amo”, mas assisti de camarote todas essas pessoas me esquecerem. Já tentei procurar uma forma de consertar tudo e até pedi desculpas sem nem saber o porque. Quanto mais eu tentava consertar, mais me diziam como eu estava fazendo tudo errado. Quanto mais coloquei as pessoas perto, mais as vi irem embora. Não sei se o problema está nas pessoas, mas sei que também está em mim. Mudar o mundo ou mudar a mim mesma? Acredite, ambas tem o mesmo nível de dificuldade…

A verdade é que eu sempre arranjei e sempre tento arranjar desculpas para os atos das pessoas. Tento mentir pra mim mesma quantas vezes for preciso, vai que dá certo, não é?! Não quero mais ser assim. Cansei de me enganar, procurando assim não destruir o que conhecia das pessoas e meu conceito sobre elas…

O maior problema é que as lembranças nunca vão embora, elas continuam a te atormentar mesmo quando você só quer esquecê-las. As lembranças são o castigo que temos por manter as pessoas por perto. Vão ser um castigo, sempre que pensar nelas dessa forma. A saudade sempre vai ficar, porque você sabe o quanto foi bom.  Eu, por exemplo, ainda tenho mensagens guardadas que não consigo nem mais ler, mas não tenho a coragem suficiente de deletar.

Vai ver que tudo o que eu precisava era encher a cara e deixar pra lá. Deixar que tudo se resolva sozinho. Ou seguir a receita da minha melhor amiga “Fazer um brigadeirão, colocar um filme de romance e se acabar de chorar. Depois você acorda, lava o rosto e começa outro caminho”. Mas a verdade é que se eu fizer isso com todos os meus problemas eles nunca irão se resolver, não é mesmo?!

Não sei bem quando caiu a ficha disso tudo, acho que ela está emperrada no meio do caminho e foi caindo aos poucos, o que me manteve confusa e desorientada. Mas acho que foi ontem, enquanto eu estava com algumas amigas e parecíamos hienas de tanto que riamos. Tinha tempo que não me divertia daquela forma. Foi quando me dei conta disso que a ficha caiu: Tudo o que eu estava fazendo nos últimos meses era criar desculpas, me entristecer procurando ser feliz. Houveram inúmeros momentos bons, que me faltam dedos para contar… Mas também não houveram…

Eu realmente estava sendo injusta. Injusta comigo mesma, talvez. Fiz o que podia ter feito, falei o que era para ser dito, tentei agradar de todas as formas, briguei, amei com todas as forças. Arranjei paciência e força não sei de onde. Eu fiz tudo o que podia fazer e mesmo assim não foi o suficiente para que agora eu dissesse “Nossa! Como estou feliz!!” Porque quer saber a verdade? Não estou.

Sabe, quando as pessoas querem que você mude de ideia, que você continue ali por elas, sempre dão um jeito de mostrar que se importam com você, de mostrar o quanto você de alguma forma é especial para elas…

Sou totalmente inconstante. Quando estou com raiva minha maior vontade é a de colocar um ursinho de jujuba em um barquinho de papel e deixá-lo descer pela descarga!!!!! Mas é só uma ideia que nunca irá ser colocada em prática,  porque na mesma hora sou capaz de “salvá-lo”, colocá-lo em uma caixinha de vidro e arranjar até uma cerquinha elétrica, só pra garantir que ninguém vai machucá-lo.

O que tento colocar na minha cabeça é que eu estou indo para a faculdade, vou conhecer pessoas novas, situações novas, lugares novos. Vou fazer a minha vida agora. E eu nunca quis tanto que esse dia chegasse. Nunca pensei, nem nunca cheguei a considerar a ideia de tudo se tornar uma simples lembrança. Uma lembrança de alguém que amei muito, alguém que se importava… Que começo a me perguntar se ainda se importa…

Não tenho nenhuma mensagem positiva e bonitinha pra passar hoje. Nenhuma frase de incentivo ou de biscoito da sorte. Não tenho nada disso para colocar aqui, porque não tenho nada disso na minha cabeça agora, me desculpem. Talvez eu esteja sendo injusta e tenha que ver um outro lado da história que ainda não foi dito.

Talvez eu esteja chegando no meu limite

Talvez não seja nada disso. Ou talvez seja sim, tudo isso.

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